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Biblioteca Digital Franklin Delano Roosevelt
Monografias de Pós-graduação
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http://hdl.handle.net/123456789/49
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| Título: | Fundamentalismo Islâmico e os seus efeitos globais. O Brasil na rota do terror? |
| Autores: | Galhardo, Reinaldo |
| Chaves: | Terrorismo Segurança Nacional Islâmismo |
| Data de Emissão: | 3-Nov-2011 |
| Resumo: | Vivemos tempos conturbados neste século XXI. Extremistas islâmicos modificaram o panorama mundial quanto à percepção da opinião pública no papel da segurança da nação-Estado. Os esforços das autoridades são desafiados, colocados à prova, ao se tentar garantir proteção contra um inimigo invisível: o terrorismo. A sensação de vulnerabilidade coletiva, simbolizada no 11 de setembro, inaugurou uma era de extremos, estabelecendo a dicotomia da luta entre o bem e o mal, opondo o Ocidente contra o Oriente Médio. Esse fenômeno se ampliou ainda mais com os atentados de Madri, Espanha, em março de 2004; Inglaterra, em julho de 2005 e Mumbai, Índia, em novembro de 2008.
Este trabalho de conclusão de curso se estrutura na dimensão do discurso fundamentalista, os seus reflexos na cobertura pela imprensa e as medidas antiterror adotadas pelos governos de países democráticos. O recrudescimento das relações entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza, destacou o componente que faltava para a “Jihad” islâmica ser propagada pelos ventos da globalização, ultrapassando tradicionais alvos no Oriente Médio, Estados Unidos e Europa. É a “transnacionalização” do terror que se aproxima do Brasil. A previsão de que “as grandes divisões na humanidade, como fonte predominante de conflitos, serão de ordem cultural” (HUNTINGTON;1993, p.120) materializou o “choque de civilizações” através do messianismo de Osama Bin Laden e Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã.
Procuramos mostrar como o extremismo islâmico rompeu as suas fronteiras e oferece riscos ao Brasil. No capítulo 1 ouvimos a versão de representantes da comunidade muçulmana da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) denunciada pelos Estados Unidos por manter supostos vínculos com organizações terroristas no Oriente Médio. O capítulo 2 centraliza as consequências do discurso extremista, visto como fenômeno de uma “cultura apocalíptica”, que se estabeleceu após o 11 de setembro. O capítulo 3 revela a estratégia da Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais (SAEI) do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República no desenvolvimento de estudos que estabelecem mecanismos de defesa antiterror no país. O capítulo 4 aponta como a união entre a SAEI e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) - além dos esforços conjuntos com outros órgãos federais - reflete a lógica de um poder constitucional (FOUCAULT; 1995, p. 5) integrado com a adoção de uma nova política de Defesa que assegure a proteção da sociedade.
O capítulo 5 evidencia como o 11 de setembro influenciou a implantação do plano da Estratégia Nacional de Defesa e o reaparelhamento das Forças Armadas, exigindo uma maior “belicosidade” do Brasil para a proteção de suas riquezas e manutenção da soberania. O treinamento de soldados do Exército contra ataques de armas químicas, biológicas ou nucleares é uma dessas consequências.
O capítulo 6 aborda como a política de Defesa do governo estimula a SAEI a desenvolver estudos contínuos de terrorismo, mobilizando militares e acadêmicos. O capítulo 7 debate a importância do Brasil ter aprovada uma lei antiterror, superando o impasse da tipificação do terrorismo. O capítulo 8 enfatiza a dinâmica do terror que, subvertendo a ordem e os costumes da sociedade, tenta implantar uma nova “onda” de ódio aos judeus, agravando a solução do conflito israelo-palestino.
O capítulo 9 se estrutura na análise de discursos oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, realizados a partir da projeção do país como futura potência econômica, integrante do eixo Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) não livram a nação dos efeitos adversos de sua nova condição geopolítica. O capítulo 10 finaliza a análise dos efeitos positivos e negativos da Globalização para o Brasil. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/49 |
| Aparece nas Coleções: | Monografias de Pós-graduação
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